Em meados dos anos 80, descobriu-se um possível fundamento para as lendas sobre vampiros. Trata-se da porfíria, uma doença extremamente rara. Uma das suas variantes, ainda mais rara, produz nos doentes características "vampirescas": dentes pontiagudos, excesso de cabelo, hipersensibilidade à luz e carência de sangue. Até 1991, apenas foram registados 60 casos desta forma de porfíria, cientificamente chamada CEP (sigla inglesa). A porfíria não é mais do que uma doença do sangue, genética e hereditária, que provoca uma desfiguração no paciente. Existe uma hipersensibilidade ao sol e à luz porque os raios ultravioleta transformam o hema (um componente sanguíneo que torna o sangue vermelho) numa toxina que enfraquece os músculos. É largamente conhecido entre a comunidade científica que esta doença poderá ter estado na génese do mito do vampiro. Outros sintomas da porfíria são o enegrecimento ou empalidecimento da pele, que passa a gretar quando exposta ao sol, crescimento anormal de pêlos nas feridas, queimaduras nos lábios que provocam a diminuição do seu contorno e fazem sobressair os dentes e, em alguns casos, a desintegração dos dedos, o que poderá dar às mãos o aspecto de patas de animal. Algumas variantes da porfíria podem provocar insanidade mental, alucinações e muita dor. Na sua aflição, os pacientes poderiam ter bebido sangue de animais numa tentativa de aliviar o sofrimento. Perante um quadro sintomático semelhante, não admira que as mentalidades supersticiosas séculos XVI e XVII tivessem levado juízes e clérigos a condenar e executar doentes de porfíria por serem "vampiros", nomeadamente na Roménia e Hungria. Mas, de facto, esta doença também explica a lenda de que os vampiros só saem à noite e têm aversão ao alho. É mais do que natural que as antigas vítimas de porfíria se escondessem do sol, podendo mesmo refugiar-se dentro de caixões durante o dia, uma vez que a pele destes doentes é extremamente sensível à luz. A aversão ao alho explica-se por este estimular a criação de toxinas no sangue. Quanto ao medo da cruz, lendariamente atribuído aos vampiros, é muito claro que as vítimas de porfíria temessem o crucifixo usado pelos inquisidores do clero que as perseguiam. Esta doença afecta ainda hoje uma em cada cem mil pessoas mas, actualmente, graças a um tratamento adequado, os pacientes podem levar uma vida normal. O que era totalmente impensável no tempo dos "vampiros" medievais.A Porfiria (A explicacão Cientifica para o Vampirismo)
Em meados dos anos 80, descobriu-se um possível fundamento para as lendas sobre vampiros. Trata-se da porfíria, uma doença extremamente rara. Uma das suas variantes, ainda mais rara, produz nos doentes características "vampirescas": dentes pontiagudos, excesso de cabelo, hipersensibilidade à luz e carência de sangue. Até 1991, apenas foram registados 60 casos desta forma de porfíria, cientificamente chamada CEP (sigla inglesa). A porfíria não é mais do que uma doença do sangue, genética e hereditária, que provoca uma desfiguração no paciente. Existe uma hipersensibilidade ao sol e à luz porque os raios ultravioleta transformam o hema (um componente sanguíneo que torna o sangue vermelho) numa toxina que enfraquece os músculos. É largamente conhecido entre a comunidade científica que esta doença poderá ter estado na génese do mito do vampiro. Outros sintomas da porfíria são o enegrecimento ou empalidecimento da pele, que passa a gretar quando exposta ao sol, crescimento anormal de pêlos nas feridas, queimaduras nos lábios que provocam a diminuição do seu contorno e fazem sobressair os dentes e, em alguns casos, a desintegração dos dedos, o que poderá dar às mãos o aspecto de patas de animal. Algumas variantes da porfíria podem provocar insanidade mental, alucinações e muita dor. Na sua aflição, os pacientes poderiam ter bebido sangue de animais numa tentativa de aliviar o sofrimento. Perante um quadro sintomático semelhante, não admira que as mentalidades supersticiosas séculos XVI e XVII tivessem levado juízes e clérigos a condenar e executar doentes de porfíria por serem "vampiros", nomeadamente na Roménia e Hungria. Mas, de facto, esta doença também explica a lenda de que os vampiros só saem à noite e têm aversão ao alho. É mais do que natural que as antigas vítimas de porfíria se escondessem do sol, podendo mesmo refugiar-se dentro de caixões durante o dia, uma vez que a pele destes doentes é extremamente sensível à luz. A aversão ao alho explica-se por este estimular a criação de toxinas no sangue. Quanto ao medo da cruz, lendariamente atribuído aos vampiros, é muito claro que as vítimas de porfíria temessem o crucifixo usado pelos inquisidores do clero que as perseguiam. Esta doença afecta ainda hoje uma em cada cem mil pessoas mas, actualmente, graças a um tratamento adequado, os pacientes podem levar uma vida normal. O que era totalmente impensável no tempo dos "vampiros" medievais.
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