Final do século XVI: Colocar alho nas portas e janelas, nunca sair à noite, colocar um crucifixo sobre a cama, jamais convidar um estranho à sua casa, especialmente se recém-chegado na cidade. Tudo para evitar os vampiros, mortos-vivos que se levantavam de suas tumbas para sugar, até a morte, o sangue dos vivos.Início do século XXI: Ir para a escola num dia normal e reparar que aquele garoto novato, bonito e um pouco tímido é também um pouco pálido demais. Sempre tão educado, e os cabelos cor de bronze... logo todas as garotas estão sussurrando sobre como seiram as vítimas perfeita para ele.
São vários séculos de distância entre os dois cenários, de uma mudança contruída através de livros, filmes e seriados.
No começo vampiros eram apenas mortos que se levantam de suas tumbas para assustar e matar, algo como zumbis sedentos de sangue. Drácula, o livro de Bram Stoker, e as poesias de Byron e seus contemporâneos redefiniram o que significava ser um vampiro, no final do século XIX. Junto com o lado assustador e a condição de assassino, havia sofrimento e algo de atraente na falta de sentimentos e crueldade sobrenatural.
Só quase um século depois que essa idéia tornou a mudar. Para isso, o livro Entrevista com o Vampiro foi um marco, trazendo vampiros belos, encantadores, e que podem sim ter uma alma e serem bons de coração. A idéia de um vampiro que pode amar e ser amado, apesar de sua condição, foi o primeiro ingrediente para a fórmula de sucesso do livro. O filme feito a partir dele, anos depois, teve no elenco Brad Pitt, Tom Cruise e Antonio Bandeiras ( tudo que havia de mais quente em termos de celebridades na época !) e fez um enorme sucesso.
Durante a década de noventa e começo dos anos (2000) houve uma série de produtos relacionados a vampiro. Filme como Garotos Perdidos e seriados como Angel mantiveram os produtores e o público atentos ao quanto pode ser sedutora a idéia de um belo rapaz de hábitos noturnos, juventude eterna e, digamos uma certa dieta especial.
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