
A sobrenaturalidade dos vampiros também está nas formas de combatê-los. O alho, as cruzes e a água benta são simbolos típicos do cristianismo. A religião cristã, principalmente a católica - que dominou a Europa por vários séculos - têm a água benta e a cruz suas principais armas contra toda e qualquer forma maligna. O caso do alho é especial. O condimento em várias culturas possui aspecto rejuvenescedor e curativo. Aliá-lo contra o mal do vampiro (tido também como uma doença que assola o indivíduo) é normal e mais do que o natural.
Na Romênia da idade média aqueles que eram suspeitos de serem vampiros, após mortos, eram decapitados e tinham uma estaca presa ao coração. De crendices populares como essa - mitos e lendas - vem a questão da estaca e a decapitação, adotada por muitos escritores. Como o próprio Bram Stoker e Le Fanu.
Anne Rice em sua famosa série põe abaixo também esses aspectos. Ela adota como método para matar vampiros, não só a decapitação, mas sim aquilo que faça com que ele perca uma quantidade enorme de sangue de uma única vez. Por exemplo, Louis, praticamente parte um colega vampiro ao meio com uma foice. Essa cena no filme Entrevista com o Vampiro, é uma das mais fortes e drámaticas de toda a película. Visto que é a vingança de Louis.
Saya, em Blood: The Last Vampire, parte pelo mesmo pressuposto. Para matar uma criatura da noite é necessário um grande corte que o faça sangrar, e muito. É até por isso que ela usa uma Katané, ou seja, a espada japonesa - notoriamente conhecida como a lâmina mais afiada que há. Stephenie Meyer, na série Crepúsculo usa desse método também. Para os vampiros de Forks conseguirem matar o Rastreador que persegue Bella, foi preciso decapitá-lo.
Outro ponto em comum, usado por Rice, Meyer e vários diferentes autores é o fogo. Naturalmente tido como uma representação da purificação, os vampiros não são páreos para ele. Em Entrevista com o Vampiro, Louis e sua camparsa Claudia (interpretada pela Kirsten Dunst) tentam matar Lestat (Tom Cruise) degolando-o e ateando-o fogo. Para infelicidade da dupla, não conseguem.
O Sol, assim como o fogo queima os vampiros. Nem todos. Há aqueles que andam no Sol naturalmente. Na grande maioria das vezes esses são os grandes vampiros. Tanto é que esse poder de andar de dia é a marca da superioridade deles perante os reles vampirinhos. Isso foi mutio bem retratado no filme. A Rainha dos Condenados (2002), dirigido por Michael Rymer. O filme é continuação de Entrevista com o Vampiro, no entanto é focado nas peripécias de Lestat na época atual. Devido aos atos de Lestat, ele acaba por acordar Akasha, a mãe de todos os vampiros. Para mostrar o qual superior ela é perante as crias, Akasha é capaz de andar durante o dia. Poder que ela acaba dando a Lestat.
Meyer em Crepúsculo não se esqueceu do Sol e os vampiros. No entanto, ela simplesmente deu outra característica à reação do Sol nos mortos-vivos. Ao invés de virarem pó, eles brilham como diamantes. Uma maneira romântica de aumentar o fascínio e diminuir a carga monstruosa dos vampiros. Conseguiu. Bella até mesmo se apaixonou pelo vegetariano Edward Cullen.
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