Percebendo o grande filão que eram os vampiros nos cinema, o alemão F. W. Murnau decidiu filmar Drácula. Ele bem que tentou um acordo com a familia Stocker a respeito dos direitos autoritais, mas não teve sucesso em sua empreitada. Assim sendo, foi obrigado a filmar uma versão própria em (1922), "Nosferatu - Uma Sinfonia do Horror". É lógico que houve mudanças. O conde passou a se chamar Orlok, o país agora era a Alemanha e o ano, (1938). Foi então que surgiu um vampiro das trevas interpretado pelo ator Max Schreck. O filme era mudo e em preto-e-branco. Ninguém ouvia os gritos do vampiro, é óbvio, mas os da plateia, sim. Esse é um dos filmes mais assustadores de todos, principalmente pela concepção do personagem principal: careca, corcunda, dotado de orelhas pontudas e dentes incisivos salientes.
Aproveitando a onda, a Universal Pictures decidiu filmar em (1930) o verdadeiro Drácula. O personagem-título não seria mais tao horrível, pois o ator húngaro Bela Lugosi lhe conferia um sotaque refinado e aristocrático. Tratava-se de uma vampiro inteligente e sedutor, além de ser muito educado. A partir daí, surgiu a capa preta, os caninos pontudos e o olhar sedento de sangue que se tornaram referência para as demais adaptações que o livro de bram Stocker teve.
O sucesso foi incontestável. Público e crítica aprovaram o movimento e a imposição de Bela Lugosi. A Universal filmou diversas continuações e o ator tornou-se o primeiro grande ícone do cinema de horro. O mesmo aconteceu com Robert Pattinson, quando ator e personagem viraram uma coisa só, gerando um vínculo confuso. No caso de Bela Lugosi, esse estigma ele levou para a sepultura ao falecer em (1956). No entanto, os caninos permaneceram...
Sentindo que o terror estava na moda, a Universal decidiu adaptar todos os monstros clássicos, como Frankenstein, O Lobisomem, a Múmia, O Fantasma da Ópera, só para citar alguns exemplos. O gênero fantástico virou uma mania popular e imortalizou atores como Boris Karloff e Lon Chaney Jr.
A Universal, porém, pecou pelo excesso, pois extrapolou criando continuações de filmes com filhos, filhas e noivas para Drácula e disputas entre Lobisomens e Frankensteins, entre outras produções que não tinham nada a ver.
Assim, o público daquela época, décadas de 30 e 40, ficou de saco cheio dessa overdose de terror. Terror que acabou virando comédia. A Universal não se deu por vencida e lançou "Budd Abott & Lou Castello Encontram Frankenstein", em (1948). Depois foi a vez de " Encontram Boris Karloff", em (1949). Em seguida, o "Encontram o Homem Invisível", filme de (1951). Ai veio o "Encontram a Múmia", em (1955). Na década de 70, mais precisamente no ano de (1974, a 20th Century Fox lançou "O Jovem Frankenstein", de Mel Brooks, estrelado pelo hilariante Gene Wilder.
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