
Já há um tempo estava nos cinemas outro filme de sugadores de sangue. Mais agressivos e maus. Esses vampiros tiveram a oportunidade de irem para uma cidade que teria 30 Dias de Noite durante um rigoroso inverno. O filme é baseado na história em quadrinhos de mesmo nome, escrita por Steve Niles e pintada por Bem Templesmith. A película foi lançada em (2007) e é dirigida por David Slade - o diretor do terceiro filme da série Crepúsculo para os cinemas, Eclipse. No elenco há Josh Hartnett (como Sheriff Eben Oleson) e Melissa George ( Stella Oleson). A trama é: um bando de vampiros chega a uma cidade do Alaska, Barrow, e horroriza a população. Mata praticamente todo mundo.
A maior diferença entre os vampiros do 30 Dias de Noite e outros, principalmente os de Crepúsculo, é a relação deles com os humanos. Não há romantismo ou qualquer coisa que o valha. Há apenas o caçador e a presa. A postura é como: Vampiro mandam, humanos morrem. Eles brincam com a comida, são sarcásticos, maus mesmo. Esses vampiros mantêm a característica de se tornarem criaturas feias quando se põem a comer. Algo bastante visto em Buffy: a Caça-Vampiros (criada por Joss Whedon) e, depois na série continuação, Angel.
No cinema esse conceito dos vampiros teve início no clássico do cinema mudo alemão Nosferatu (1922), dirigido por F. W. Murnau. Magistralmente o ator alemão Max Schreck (1879-1936) interpretou o personagem principal Nosferatu. Na época, Nosferatu foi retratado como um ser feio, repgnante e ao mesmo tempo depressivo e digno de pena. As presas do vampiro eram o par de dentes frontais, similar aos morcegos hematófagos.
Com o tempo foi-se aprimorando as características fundamentais dos vampiros e dentes, que tantos os marcam, passaram a ser os caninos. Em filmes como 30 Dias de Noites, outra diferença entre esses vampiros e os demais são vários dentes afiados que possuem. Quase todos pontiagudos, entrando em contradição com o clássico par de presas.
Ainda com relação aos dentes, há algumas curiosidades. Em geral os vampiros apresentam, como dito um par de presas. Há aqueles que têm dentes normais, mas quando vão "dar o bote" crescem-se os caninos. Isso foi bem mostrado na novela brasileira, de (1991), Vamp - no elenco Cláudia Ohana (Natasha/Eugênia Queiroz); Ney Latorraca (Vlad/Otavinho); Patrícia Travassos (Mary Matoso); Otávio Augusto (Matoso). Algumas versões para a telona de Drácula também possuem essa característica dental. Isso passou há mudar um pouco com a série de livros de Anne Rice.
Em Entrevista com o Vampiro (1976) todos os vampiros já têm os dentes preparados para o ataque. Não há o vai e vem de tamanho. O caso é que vampiros são vampiros e pronto. Com isso alguns autores modernos passaram a encará-los dessa forma. Nos livros de RPG Vampiro: A Máscara (1991), escrito por Mark Rein-Hagen, a tendência é essa: vampiros são sempre vampiros, não podem escolher a presa. Mesmo porque, os dentes são ossos, como eles iriam aumentar ou diminuir de tamanho ?
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